Ex-prefeita que diruiu cidade por WhatsApp é condenada a 20 anos de prisão

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Conhecida como "prefeita ostentação", Lidiane Leite foi condenada a 20 anos e um mês de prisão e terá de pagar uma multa por fraude na compra de caixões.

A ex-prefeita do município de Bom Jardim-Maranhão, Lidiane Leite, de 25 anos, que cumpre prisão domiciliar desde outubro por ter causado um prejuízo de até R$ 20 milhões, foi condenada a 14 anos e um mês de reclusão, somados a seis anos de detenção (que pode ser cumprido em regime semiaberto).

O juiz Raphael Leite Guedes, da Justiça do Maranhão, também determinou o pagamento de 980 dias-multa, em que cada dia equivale a dois salários-mínimos. A ex-prefeita foi condenada por fraude de licitação, falsidade ideológica, associação criminosa e crime de responsabilidade.

O ex-namorado dela, Humberto Dantas dos Santos, está foragido e foi condenado a 17 anos e nove meses de reclusão e sete anos e quatro meses de detenção, com cumprimento inicial da pena privativa de liberdade em regime fechado e pagamento de 1170 dias-multa. 

Lidiane, que ficou conhecida internacionalmente como "prefeita ostentação" por exibir uma vida de luxo nas redes sociais, além de ser a prefeita brasileira que comandava cidade via WhatsApp, como destacou diversos sites de notícias, e foi condenada em março de 2017 por improbidade administrativa e em setembro teve R$ 12 milhões bloqueados por determinação judicial.

Ela havia sido presa no dia 28 de outubro de 2015, na sede da Polícia Federal, em São Luís, depois de passar 39 dias foragida após ter a prisão decretada pela PF por suspeita de irregularidades encontradas em contratos firmados com "empresas-fantasmas". Após 11 dias encarcerada, ela foi solta pela Justiça sob a condição de uso de uma tornozeleira eletrônica.

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