Semicondutores orgânicos vão permitir a criação de telas flexíveis

Empresa de nanotecnologia apresenta primeiro microprocessador orgânico, componente que deve originar gadgets dobráveis.

Durante a International Solid-State Circuits Conference, evento de eletrônica realizado em São Francisco (EUA) esta semana, a empresa belga IMEC apresentou o primeiro microprocessador fabricado com semicondutores orgânicos. A invenção deve originar uma série de novos gadgets com telas e sensores flexíveis.

O componente usa um substrato de plástico, circuitos de ouro e dielétricos orgânicos para formar um circuito lógico de 8 bits com 4 mil transistores. Apesar de ter potencial de chips da década de 70, a novidade tem a vantagem de ser dobrável – o que oferece maior resistência aos semicondutores.

A novidade desenvolvida pela empresa especializada em nanotecnologia consegue executar seis instruções por segundo, taxa bem inferior a outros equipamentos mais avançados – como o Watson, computador “inteligente” da IBM.

O microprocessador, criado pelos cientistas Paul Heremans e Jan Genoe, pode ser envolvido em tubos e revestidos com sensores para registrar a pressão média de água em determinado canal, por exemplo. Entretanto, o grande potencial do componente orgânico é a possibilidade de ser aplicado em eletrônicos com formas mais inusitadas, revolucionando o design dos gadgets.

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