Brasileira desenvolve babá eletrônica para pais surdez

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Depois de ver como amigos surdos sofriam para cuidar de seus filhos, a designer desenvolveu uma pulseira que vibra quando o bebê está chorando.

Depois de ver como amigos surdos sofriam para cuidar de seus filhos, a designer paraibana Ana Caline Escarião, de 28 anos, desenvolveu uma babá eletrônica que avisa por meio de uma pulseira vibratória quando o bebê está chorando. O projeto foi o primeiro do Campus IV da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) a ser patenteado.

Antes de entrar na faculdade, Ana via todas as dificuldades que suas primas surdas enfrentavam. Em uma entrevista ao UOL, Ana disse: “E isso para qualquer atividade cotidiana, como comprar uma comida ou ir ao hospital”. Sua ideia virou um TCC, quando a jovem decidiu fazer algo no universo do design inclusivo voltado à pessoas com deficiência auditiva.

“Depois de muita pesquisa, lembrei das babás eletrônicas, que mesmo em vídeo demandavam total atenção dos pais, ou seja, eles nem podiam dormir”, explicou Ana. “Até o momento de terminar o TCC, não existia no Brasil nenhuma babá eletrônica voltada para deficientes auditivos. Então eu tive a certeza que eu realmente deveria fazer esse produto.”

Ana se juntou a dois mestrandos de engenharia elétrica Higo Thaian e Danilo Cavalcanti, que ficaram responsáveis por desenvolver a parte tecnológica, e criou a "Buátech". O produto funciona da seguinte maneira: a babá eletrônica fica presa junto ao berço da criança e um dispositivo semelhante a um relógio, no pulso dos pais. O microfone acoplado na babá capta somente o som do choro do bebê no ambiente e envia um sinal para a pulseira, que vibra. “Além da visão, o sentido mais aguçado do surdo é o tato, por isso pensamos na vibração como solução”, diz Ana.

Também foram feitas várias filtragens de sons, para a babá somente captar o som do choro do bebê. “Só assim o produto não incomodaria a pessoa com deficiência auditiva durante o sono. Imagine você ter que acordar todas as vezes em que houver qualquer barulhinho no quarto, do cachorro latindo ou carro passando?”, reflete a designer. E as vantagens do produto não param por aí. Os componentes para a sua criação são baratos, fazendo com que seu preço no mercado seja bem acessível.

Ainda na fase final de teste, a previsão é que a “Buátech” fique pronta até o fim do ano e chegue ao mercado em 2018. “Agora estamos tentando um financiamento para colocar o projeto no mercado. Vamos abrir uma startup para fabricar o produto ou fazer um licenciamento da patente pra alguma empresa fabricá-lo”, completa.

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